quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tristes canaviais

Quando o país imaginava estar nas regiões Norte e Nordeste a indecência prolongada da prática degradante de trabalho escravo, eis que o Ministério do Trabalho divulga dados mostrando a região Sudeste no topo do ranking de trabalhadores em situação análoga à de escravo resgatados, principalmente nas fazendas em que o plantio e corte de cana são a tônica.

Ou seja, além de centralizarem grande parte do PIB brasileiro graças à secular destinação de recursos públicos aos centros de Rio, São Paulo e Minas Gerais – esses ricos estados lideram a quantidade de resgates de trabalhadores enfurnados nas propriedades sem seus mínimos direitos de cidadania garantidos.

Mas, como sempre ocorre nesses episódios geradores de péssima imagem aos centros mais adiantados, apostem quanto quiser se os grandes jornais de Rio e São Paulo darão destaque, com suite, a esse tipo de noticiário.

Se o flagra fosse no Pará, alguém da Globo já estaria correndo a região, com chamadas para o "Fantástico".

3 comentários:

Anônimo disse...

Concordo plenamente com você. Se esses números fossem correspondentes ao Pará, certamente a mídia já estaria reforçando a velha e estúpida tese de "terra de ninguém".

João disse...

A mídia já estaria reforçando a velha e estúpida tese através de um reporter chamado Roberto Paiva. De tanto falar mal, sistematicamente, do Pará, posso supor que este senhor está sendo bem pago para nos difamar.

Eldan de Lima Nato disse...

É verdade que o jogo midiático dos grandes centros faz com que o alarde em situações como esta seja feito com maior intensidade no norte e nordeste, mas, em tempo, prefeito: não foi à toa que o Pará ganhou a fama de "terra de ninguém".

 
Pauta Cidadã - Assessoria Blog