terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mais uma mentira?

A imprensa anuncia que a três meses depois de assegurar que teve um encontro com a ministra Dilma Rousseff, a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira encontrou a sua agenda na qual estaria anotada a audiência com a Chefe da Casa Civil.

Coincidentemente, no embalo da viagem ao Vale do Rio São Francisco de Lula e de sua potencial candidata, a revista VEJA anuncia que a agenda foi “encontrada”, destacando a ocorrência do encontro das duas senhoras dia 9 de outubro, e não em dezembro, como dissera Lina inicialmente.

Só que nesta data, a ex-secretária da Receita Federal estava participando do Forum de Sioux.

Registros do Siafi desmontam a versão da “agenda” de Lina, conforme mostra cópia abaixo de diárias pagas pelo Tesouro para ela participar do fórum em São Paulo, dias 9 e 10 de outubro.


(Para ler com nitidez, clic em cima da imagem)


As anotações de Lina, segundo a revista, foram feitas à mão na agenda.

A mão?!

Ah, está explicado, então!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fé de São Lucas

Hipócrates imortalizou uma frase atualmente bastante usada quando alguém deseja reverenciar a profissão médica:


Onde houver amor à arte da medicina, existirá também amor pela humanidade”.

Com a sensibilidade de quem se dedicou a perambular o mundo diagnosticando doenças até então desconhecidas, Hipocrates usou 61 letras para resumir com precisão infalível a importândfia da profissão.

Ontem, domingo, dia 18, comemorou-se o Dia do Médico, data sugerida pela Igreja Católica para resgatar a figura do padroeiro da medicina, São Lucas, autor do 30 Evangelho do Novo Testamento da Bíblia e um dos quatro evangelistas.

São Lucas dedicou-se toda a vida a curar enfermos. Apesar de não ter conhecido Jesus, escreveu o Evangelho, antes de morrer aos 80 anos.

Na passagem do Dia do Médico, o blog posta esta homenagem aos abnegados profissionais que salvam vidas, atenuam enfermidades e curam doenças.

Amigos sinceros

O abraço apertado – e sincero! – de Lula no agricultor Paulo Manoel da Silva, 40 anos, é um desses momentos em que a imagem fala mais do que qualquer palavra.

Quando Lula se vê diante de sua gente pobre, não há esquema de segurança que o afaste do calor humano. A segurança está no meio da comunidade.

No momento da foto, o agricultor da Vila de Junco, no Vale do São Francisco, chorando emocionado nos ombros do presidente, acabava de receber o documento de sua casa própria e um lote de terra para trabalhar.

Imagens dessa natureza assustam a elite brasileira, acostumada a tratar os pobres com o distanciamento característico de apartheid social.

Parabens, São Raimundo

Como prefeito de Parauapebas, não posso deixar de registrar contentamento pela classificação do São Raimundo à decisão da Série D do Campeonato Brasileiro-2009. A campanha do time mocorongo é uma vitória de todas as comunidades do interior.

A classificação do São Raimundo é resultado dos esforços que a sociedade do interior do Pará faz para mostrar seus valores, independente de quem se projeta mais.

É uma vitória de todos.

Rumo ao nacional.

Parabéns, Santarém!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lula, feliz no Vale do São Francisco

- “Teve até um bispo que fez greve de fome par que não fizéssemos essa obra, de vez em quando aparece um movimento em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Salvador. Na verdade, eles não têm conhecimento do bem que essas obras estão fazendo. Não quero que a gente mate um passarinho, um calango, uma cobra, agora, não posso deixar o povo pobre morrer de sede.”


Declaração de Lula, visitando cidades da Bahia beneficiadas pelas obras de transposição do rio São Francisco que irão integrar e revitalizar o sertão nordestino. De origem nordestina e que já passou fome e sede ao lado de seus familiares quando era criança, o Presidente da República sabe o significado da transposição das água para aquele povo sofredor.
O bispo a quele ele se refere é Luiz Cappio, da cidade de Barra, na Bahia, contrário às obras.

Pesquisa Ibope/CNA contestada

O economista Gustavo Souto de Noronha contesta a pesquisa do IBOPE, paga pela CNA - Confederação Nacional da Agricultura -, que mostra impordutividade nos assentamentos de Reform Agrária.

Nota, na íntegra:


Sou economista do INCRA e Chefe da Divisão de Desenvolvimento de Projetos dAssentamento na Superintendência do Rio de Janeiro e sinto-me na obrigação de comentar alguns pontos da pesquisa IBOPE/CNA

1- Pesquisa com amostra insignificante dado o tamanho do universo, relevância estatística quase nenhuma para qualquer tipo de afirmação em nível nacional até porque o sucesso ou fracasso de um assentamento depende de diversos fatores que vão desde as condições de clima, solo e relevo onde está inserido até as políticas públicas, particularmente a assistência técnica e crédito, oferecidas aos assentados.

2- Pelo que vi, a pesquisa foi feita em cima de assentamentos consolidados. Se no caso dos assentamentos nos quais o INCRA atua temos as realidades mais díspares possíveis, nos consolidados então nem se fala, pela realidade do Rio de Janeiro temos casos de fracassos (quase sempre por omissão do poder público) e sucessos (normalmente por mérito exclusivo dos trabalhadores), de forma que qualquer pesquisa apenas por amostragem fica extremamente prejudicada.

3- Ainda olhando apenas os assentamos consolidados, tivemos no final do governo FHC, sob a batuta do então ministro Raul Jungmann, uma série de consolidações feitas a toque de caixa sem atender as exigências legais tais como acesso a todos os lotes, infra-estrutura mínima e titulação de pelo menos 50% das parcelas. Temos casos de assentamentos consolidados (que estamos anulando os atos) sem um lote sequer titulado. Não sei se isso se deu por incompetência pura e simples, falta de compromisso público ou ação deliberada para desqualificar a reforma agrária.

4- Por fim, o uso dos dados de uma pesquisa com amostra restrita quando, com a devida paciência e tempo, poderia se fazer uma análise mais completa a partir dos dados recém-liberados do censo agropecuário. O problema que isso demanda tempo, para olhar os dados desagregados, e os resultados como já mostraram aqueles sobre a concentração fundiária e produção agrícola podem não ser aqueles esperados por estes setores.

5- Importante também destacar que os dados que temos no INCRA indicam que apenas 10% das parcelas são vendidas e quem o faz está cometendo o crime previsto no artigo 171 do código penal e quando tomamos ciência imediatamente retomamos a parcela (a forma como se dá esse procedimento está disponível na própria página do INCRA, http://www.incra.gov.br, e é a Instrução Normativa n.º 47).

6- De toda sorte, como a farta literatura acadêmica demonstra Reforma Agrária não se restringe a distribuição de terras. É indispensável, fora os investimentos e infra-estrutura, que seja garantida assistência técnica contínua e crédito às famílias assentadas.

Parauapebas abre 1.267 vagas. Salários até R$ 5,4 mil

A Prefeitura Municipal de Parauapebas abriu concurso para preencher 1.267 vagas (5% reservadas a pessoas com deficiência) para níveis médio e superior, com salários que vão de R$ 881,40 a R$ 5.431,10. Os candidatos devem acessar o site da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (www.fadesp.org.br), ler o edital completo e se inscreverem no período de 19 de outubro a 18 de novembro. As taxas de inscrição custam R$ 40,00 para nível médio e R$ 70,00 para superior. As provas objetivas serão realizadas no dia 20 de dezembro. Mais informações pelos fones (91) 4005-7446 e (91) 4005-7433.

Governadora defende Belo Monte

- "O impacto da usina será diferente do previsto no projeto original. A usina vai substituir as termelétricas. Graças a outra usina, a de Tucuruí, o arquipélago de Marajó agora terá energia firme".




Afirmação acima foi feita pela governadora Ana Júlia ao ser questionada sobre os impactos sociais e ambientais da usina de Belo Monte, durante o evento Diálogos Capitais, organizado por revista Carta Capital e Agência Envolverde para discussões sobre economia sustentável, nesta terça-feira, 13.

A governadora defende a construção da hidrelétrica no rio Xingu justificando a viabilidade ambiental do projeto e a garantia dada ao governo de que parte da energia a ser gerada pela usina será distribuída à população paraense, motivos que a levaram autorizar a liberação de licenças. Ana disse que agora o Estado não aceitará apenas gerar energia destinada a outros estados. “Exigimos que haja um plano de integração regional e parte da energia fique no Pará".

Outra boa notícia revelada pela governadora durante o evento é a de que o Pará agora irá cobrar parte do ICMS sobre a energia de Belo Monte, ou seja, na localidade da produção, ao contrário do que ocorre atualmente quando esse imposto é gerado no lugar de consumo. A decisão compatuada com o governo federal permitirá ao Pará aumentar sua arrecadação.

Resultado desse acerto está no pacote de exigências feitas pela governadora, em Brasília.

Professor todo tempo que houver nessa vida

15 de outubro.

Dia do professor.

Do mestre incumbido pela transmissão e geração de conhecimento.

Antes, era só Professor.

Hoje, dependendo da preferência conceitual, uns chamam de Educador; outros, Profissional da Educação; uns tantos, apenas Professor.

Não importa.

Importante mesmo é a reflexão sobre o "eu" educador diante de toda distonia educacional existente na busca do enfoque sobre a profissionalização docente.

Tenho maior orgulho de ser Professor, já disse isso aqui num post tratando do prazer pessoal de exercer a profissão.

Apesar de muita gente afirmar não vivermos mais numa época em que o ato de lecionar era mais prazeroso do que o retorno financeiro, em que a afetividade era a mola propulsora do elo na relação professor-aluno, discordo disso.

Sempre houve problemas na prática do aprendizado efetivo por parte de todos - mesmo porque o sistema educacional já nasceu com as suas deficiências, imposições e restrições da sociedade -, bem como quase todo Educador, nos tempos atuais, se dedica à profissão da mesma forma que praticavam gerações anteriores.

Tenho colegas professores, bem mais antigos do que eu, defensores da tese de que antigamente ser professor era uma escolha que tinha charme e prestígio na sociedade, e que atualmente é perceptível a falta de interesse pela profissão de educador.

Tento entender se realmente há essa dicotomia ou se a definição não parte de profissionais saudosos dos tempos em que a concorrência selvagem ainda não batia a porta da civilização.

Pode ser.

Ouvi certa vez nosso “educador brasileiro cidadão do mundo” Paulo Freire, numa inédita entrevista na televisão pouco antes de morrer, dizendo que a globalização tecnológica se tornara fato marcante na sociedade, apresentando novos contextos históricos e culturais, e que viria desafiar todos para o enfrentamento de outra realidade escolar.

No contexto da globalização, explicou Paulo Freire, estava inclusa a classe docente, principalmente como instrumento de tal mudança, sendo um facilitador veicular da tecnologia.


Recordo das palavras dele: - “Agora o professor deve conhecer e se preparar para o uso e o repasse dessa tecnologia, sem esquecer o lado humanitário que é o grande enfoque do educador”.

Passa por aí toda a discussão.

Na minha simples opinião de pessoa que tem o maior respeito e gratidão à profissão, a escolha de ser professor é mais do que uma profissão. É uma aceitação ao longo da vida, muitas vezes passando pelas dificuldades do aprender, no qual o educador deseja transmitir e "devolver" aquilo que lhe foi apresentado, todas as maravilhas do saber ler, escrever, interpretar e construir os saberes sociais, políticos e educacionais.

Na sala de aula, tornamos visíveis nossos valores, atitudes, ideias, emoções.

Os alunos e colegas percebem como somos, como reagimos diante das diferenças de opiniões, dos conflitos de valores.

Podemos afirmar ainda que se gostamos de aprender, facilitamos o desejo de que os outros aprendam.

O maior desejo de Paulo Freire era reunir pessoas e instituições do mundo todo que, movidas pela mesma utopia de uma educação como prática da liberdade pudessem refletir, trocar experiências, desenvolver práticas pedagógicas nas diferentes áreas do conhecimento que contribuíssem para a construção de um mundo com mais justiça social e solidariedade.

No Dia do Professor, sonhos e utopias de nosso maior educador bem que poderiam ser refletidos na alma e no coração de todos nós que fazemos parte dessa engrenagem complexa e extraordinária que se chama Educação.

O meu abraço fraterno, carinhoso e amigo em todos os professores de Parauapebas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dinheiro para prefeituras

Confirmado: o governo do Estado tentará liberar, ainda esta semana, os R$ 32 milhões do Fundo de Desenvolvimento Regional com Recursos da Desestatização (FRD) que se encontram retidos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por falta de prestação de contas de algumas prefeituras do Sul/Sudeste do Pará. Bloqueado desde o ano de 2003, o fundo, criado com recursos da privatização da Vale para financiar, a fundo perdido, os projetos de desenvolvimento socioeconômico dos municípios da área de influência da empresa, foi desbloqueado por intervenção da governadora Ana Júlia Carepa.
Leia mais sobre o asunto clicando aqui.

 
Pauta Cidadã - Assessoria Blog