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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Nosso melhor presente

Durante o Programa "Café com o Prefeito", levado ao ar na Rádio Arara Azul FM, desta segunda-feira, as crianças de nosso município mereceram algumas considerações a respeito de ações desenvolvidas pela gestão de Parauapebas no sentido de assisti-las com programas institucionalizados nas áreas de Ação Social, Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Alguns números foram relembrados para comprovar o esforço que desenvolvemos nessa articulação, e nos distanciar também de risco de qualquer omissão estatal.

No Dia da Criança, o ideal seria comemorar a existência de um cenário de harmonização no seio da população infanto-juvenil no mundo inteiro. Mas isso é utopia, porque, a cada dois minutos, morre uma criança vítima da guerra, fome, falta de assistência social e decorrente de abandono da própria família – origem maior de todos os males que afetam nossos jovens.

Estabelecer alguns parâmetros básicos para a discussão dos problemas hoje enfrentados pela população infanto-juvenil, não cabe neste momento em que o objetivo principal deste post é homenagear a passagem deste dia. Mas nunca devemos omitir, inda mais nesses instantes de datas comemorativas, a existência de parcos esforços das administrações públicas em construir um raio de proteção fundamentalmente na estruturação preventiva, proteção e de atendimento tanto das crianças e adolescentes quanto de suas respectivas famílias,

Tornou-se lugar comum, quando se fala em dar apoio às crianças de nosso país, cobrar a implementação de políticas públicas sérias e efetivamente comprometidas com a proteção integral de crianças e adolescentes, tendo na educação e na família, os focos centrais das abordagens a serem realizadas, sem perder de vista a premente necessidade da adequação das estruturas, programas, serviços e, acima de tudo, do orçamento público, ao princípio constitucional da prioridade absoluta à criança e ao adolescente, verdadeiro dever de todos os administradores e agentes públicos nos mais diversos setores e níveis de governo.

Todavia, por mais comum seja isso do conhecimento de todos, não há outro caminho.

Só que a maioria ainda prefere adotar o caminho “mais fácil” de atendimento à criança e ao adolescente, relegando-o, tradicionalmente à área da assistência social, em que somente devem ser destinatários da atenção (e preocupação), por parte de Estados e Municípios, crianças e adolescentes (para muitos ainda chamados de "menores") que já têm seus direitos efetivamente violados. A intervenção estatal, na maioria dos casos, é, portanto, unicamente repressiva e pontual, visando dar um "arremedo" de solução a um problema já instalado, que em regra ocorre através da "institucionalização" (e consequente "penalização") das próprias vitimas da situação, quase sempre provenientes das classes menos favorecidas da população.


Quando decidimos encarar de frente a questão dos meninos de rua, adotamos o já consagrado “Projeto Pipa”, como também investimos em outros projetos, baseados em parâmetros como a proteção através da orientação psicológica, inserção/reinserção no sistema de ensino, profissionalização, orientação dos pais ou responsável inclusive com enfoque preventivo.


Temos consciência de que apenas isso não resolve os problemas infanto-juvenis de nossa população, mas prevalece, entre nós do governo, a absoluta segurança de que num futuro próximo, nossos meninos e meninas, em grande parte agora assistidos, trilharão por rumos mais sadios, onde no dia a dia prevalecerá a autoestima, a dignidade e a possibilidade concreta de serem brilhantes brasileiros, com a missão de ajudar a construir um mundo melhor para seus filhos.

 
Pauta Cidadã - Assessoria Blog