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domingo, 22 de novembro de 2009

“Tocando” na Amazônia

Li entrevista do professor Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, que esteve em Belém participando do Encontro Anual do Fórum Amazônia Sustentável, tratando dos cuidados que os países precisam ter com os créditos de carbono. Num dos trechos do depoimento, destaquei a seguinte observação:

"Créditos de carbono são como indulgências que os papas vendiam na Idade Média, em que se podia assassinar um parente se tivesse o necessário para pagar uma indulgência. O Brasil não pode deixar de entrar nesse jogo, mas as soluções também têm que ser buscadas fora do mercado de carbono", disse.

Cautela, foi a palavra usada pelo professor para orientar comportamentos diante da proposta de comercialização de créditos gerados a partir da floresta. Ele alerta para que essa ideia não se transforme numa licença para que os países mais industrializados prossigam emitindo gases de efeito estufa.

Ignacy Sachs elogiou o Fundo Amazônia (*),segundo ele, oportuna ideia do governo federal para incentivar a preservação da floresta. Segundo ele, investimentos em pesquisa sobre a biodiversidade, implementação efetiva do Zoneamento Econômico Ecológico e a exigência de certificação para os produtos florestais, são caminhos bem aplicados pelo governo.

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(*) Criado, em 1º de Agosto de 2008, o FUNDO AMAZÔNIA objetiva promover projetos para a prevenção e o combate ao desmatamento e também para a conservação e o uso sustentável das florestas no bioma amazônico.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tocando fogo na mata

Mais uma vez, o Pará é colocado liderando o ranking vergonhoso dos Estados brasileiros que mais desmatam na Amazônia. Foram por água expectativas de que o levantamento das derrubadas e queimadas relativas ao mês de agosto viria sem estarmos novamente no olho do furacão.

Imaginem se não houvesse esforços do governo Ana Júlia para retrair a fúria dos desflorestadores....

Por isso, o blog defende a união de todos os segmentos representativos numa cruzada em favor da conscientização geral de defesa do Meio Ambiente.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tudo pelo Planeta

Em post publicado na terça-feira, 6, registrei meu contentamento com a performance da governadora Ana Júlia durante a segunda cúpula global de governadores sobre clima e floresta, realizada no inicio deste mês em Los Angeles. Decidida a segurar o bastão dessa bandeira de importância inestimável para qualidade de vida no planeta, nossa governadora já tem novo desafio, agendado para a próxima terça-feira, 13, em São Paulo, durante a realização do evento "Diálogos Capitais - na rota de Copenhague", destinado a debater questões de como o Brasil cumprirá suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Quando eu vejo a governadora do Pará demonstrando verdadeira preocupação com as mudanças climáticas já sentidas nos quatro cantos da Terra, sinto-me açodado a estimular os jovens e a nossa comunidade de Parauapebas para ficarmos atentos a essas questão. Tornados no Sul, enchentes no Nordeste e alterações drásticas no regime de chuvas em todo o País, são fatos que assistimos todo dia na TV. Não é possível esperar mais para tomar atitudes. Esse momento já passou. Temos de agir rápido e de forma integrada - governo, setor privado, terceiro setor, meio acadêmico e a sociedade como um todo.

Já há estudos conferidos pelos acadêmicos mais premiados de diversos países mostrando que essa mudança climática não tardará a causar a falta de alimentos e até de água para o consumo da humanidade. Ou seja, o problema ameaça não apenas o aumento da temperatura média.

Fóruns localizados em respeitadas universidades,têm alertado para um panorama completo da escassez de recursos e de suas conseqüências. Há previsões otimistas dando conta de que quase quatro bilhões de pessoas viverão em 2030 em países que sofrem tensão por causa da água se os governos e indivíduos não usarem este recurso com mais responsabilidade. Se considerarmos que a agricultura representa 70% do uso de água doce, isso nos leva direto a um vínculo claro entre sua escassez e a de alimentos. Estima-se que a demanda por comida crescerá entre 70% e 90% até 2050.


Quais políticos brasileiros, hoje, estão verdadeiramente comprometidos em adotar ações voltadas ao controle do desmatamento, deixando de enfocar programas de incentivo ao desenvolvimento sem que hajam o mínimo de respeito ao Meio Ambiente?

Em poucos tempo, se não assumirmos posições radicais de defesa de nossos recursos naturais, a crise ecológica planetária, no sentido amplo, envolverá falta de água, de energia e de alimentos, os problemas climáticos e as epidemias.

Por isso, é com alentadora satisfação que procuro incentivar a governadora do Pará a seguir nessa sua trajetória de combate ao desmatamento, oferecendo metas de políticas ambientais a serem cumpridas.

Cada vez que Ana Júlia expõe suas propostas ao mundo acadêmico, ela assume enfoques alentadores, além de construir confiança.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pará faz bonito

Representado por Ana Júlia na segunda cúpula global de governadores sobre clima e floresta, realizada no inicio deste mês em Los Angels, o Pará se destacou por apresentar definição de suas metas de combate ao desmatamento, por meio da lei estadual de regularização fundiária para imóveis de até 2.500 hectares, a criação do Fórum Paraense de Mudanças Climáticas, do Plano de Prevenção, Combate e Alternativas ao Desmatamento (PPCAD), e o decreto que institui a recomposição florestal de áreas degradadas.

Essa inovadora contribuição de nosso Estado para o combate ao aquecimento global e para a manutenção da biodiversidade é o que distingue, como ponto referencial, o atual governo paraense dos anteriores, que nunca se preocuparam em reduzir o desmatamento da maior floresta tropical do mundo. Ao contrário, os estimularam em nome de uma badalada "base produtiva".

Foi sempre assim, até o advento do Governo Lula.

Cometia-se desastrosos equívocos com a defesa da tese de que a Amazônia era uma reserva inesgotável, com muita grana torrada na construção de rodovias no meio da floresta, elevação de barragens hidrelétricas apoiados por generosos incentivos à ocupação desregulada, origens desse imenso cenário de destruição vigente.

Todavia, é sempre justo lembrar que o processo de pressão sobre a floresta tem raízes também históricas.

Decorre da chegada dos europeus colonizadores derrubando matas em busca do pau-brasil, da cultura da cana-de-açúcar até os dias atuais com o desenvolvimento da pecuária.

Mas chegou a hora de dar um basta na destruição.

Ana Júlia fez bonito na terra de Arnold Schwarzenegger, seu colega governador da Califórnia, ao lado de outros líderes de vários continentes, como a África, Ásia, Austrália, Europa, América do Norte e América do Sul.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O futuro é a biodiversidade

Como prefeito de Parauapebas, município matriz de um espaço geográfico onde se alinham riquíssimas jazidas minerais e a emblemática Serra dos Carajás, sou constantemente cobrado, em Brasília ou demais cidades por onde passo, quanto a participação do município nas tratativas de gestão ambiental. Por casa disso, já travei debates com dirigentes de ONGs e até autoridades de órgãos federais na defesa dos interesses de nossas comunidades, deixando claro que priorizamos, em qualquer escala, preocupações com o ser humano.
A implementação do manejo florestal sustentável ainda é abordado com profundo preconceito por aqueles que não aceitam esse instrumento de gestão ambiental como aliado de primeira linha da conservação da biodiversidade. E enquanto o tema for tratado com reservas pelos diversos segmentos da sociedade, não avançaremos de forma consciente e segura em direção a um denominador comum.

Entendo a questão de forma clara e separada de qualquer resquício ideológico.

Por quê?

1- Não há outro caminho a seguir. O diferencial das sociedades modernas é combater toda agressão ambiental e social que está escondida no discurso de falsos investidores ambientais.

2- É inadmissível aceitar que seja tratada de forma marginal os esforços de transparência e inovadores na busca de uma inserção ambiental para a promoção do desenvolvimento sustentável do Sul do Pará.

O grande impasse no meio do debate é a falta de conscientização de que plantar, hoje, é um excelente negócio.

E quando argumento sobre a fragilidade dos investidores atuais envolvidos no que podemos chamar de negócio florestal sustentável, é porque eles não se deram conta ainda disso.

E aí voltamos ao tema do conhecimento, tratado em post anterior.
O ideal mesmo seria pensar a região buscando uma economia de baixo carbono, com ênfase na educação, tecnologia, ciência e na distribuição de renda.

Jamais teremos futuro sem a Amazônia preservada, tendo sua gente capacitada para prestar serviços de regulação de suas águas, seu clima, provendo biodiversidade.

 
Pauta Cidadã - Assessoria Blog