terça-feira, 22 de setembro de 2009

Futuros craques do Parauapebas

Apesar do início recalcitrante da equipe do Parauapebas Futebol Clube no Campeonato Paraense da Segunda Divisão, o projeto de profissionalismo do time local se destina, num futuro próximo, a ser ponto de referência e aspirações dos jovens integrantes do projeto Cidadão do Futuro, desenvolvido com muita competência pelo Anderson Moratório, secretário de Esportes e Lazer de Parauapebas.

A inserção no profissionalismo do time de futebol que leva o nome do município ganha importância ao nos debruçarmos em pesquisa da Unicam dando conta de que as escolinhas de futebol do Guarani de Campinas, ao longo dos últimos vinte anos, foram responsáveis pela inclusão social de cerca de cinco dez crianças na faixa etária de 5 a 15 anos, em sua maioria retiradas das áreas de risco da miséria e marginalidade.

Média de 500 crianças por ano, cuja maioria, hoje, encontra-se bem posicionada socialmente

Crescendo sem esperança de alcançar escadas mais altas na pirâmide social, nossas crianças, perdidas no meio da pobreza, enxergam no futebol o caminho possível para o sucesso, mas não sabem da grande dificuldade que existe no início dessa jornada, na qual uma ínfima minoria atinge a carreira profissional.

Pelos seus sonhos, fazem de tudo: abandonam a escola, acabam em subempregos na ilusão de que estarão em pouco tempo no palco da glória dos estádios de futebol. Quando descobrem que não é bem assim, voltam-se contra si mesmos, a margem da sociedade, encarando criminalidade, drogas e vícios decorrentes do fracasso.

Resumindo: no auge da sua inocência e enquanto seres humanos em desenvolvimento, eles não foram devidamente orientados para a busca de seus sonhos, dentro ou fora do futebol.

As crianças e adolescentes que participam do projeto Cidadão do Futuro - Escolinha de Futebol -, são nossa grande aposta. É uma aposta de governo, um dos motivos de termos criado a secretaria de Esportes e Lazer.

Atualmente, com exatos 1.200 alunos matriculados, a Escolinha Cidadão do Futuro garante gratuitamente acesso a uma estrutura de qualidade, com professores capacitados para atender a todos os interessados, distribuídos nos núcleos de Palmares I e II, Complexo Esportivo, Palmares I, Carajás e Casas Populares.

Quando eu destaco a importância do Parauapebas Futebol Clube nesse processo é para reforçar a amplitude de sua existência. Ou seja, não assimilar o time profissional apenas com a ótica de tê-lo, imediatamente, na Divisão Especial, mas como referência de algo atingível, pelos alunos do Cidadão do Futuro.

Desde quando fui comunicado do interesse de muitos desportistas locais, entre eles o Roque Dutra, atual presidente do PFC, de profissionalizar um time do município, os alertei de que a estrada seria longa. O aprendizado bem maior.

Há contornos às vezes indecifráveis nas relações com os chamados “boleiros”, jogadores originários de vários estados e que carregam também seus sonhos e frustrações. O interrelacionamento do técnico com a equipe, articulações nem sempre transparentes dos dirigentes de federações e a própria CBF, enfim, saltar esses hiatos, é um jogo de paciência que até hoje os dirigentes do Águia de Marabá perseguem.

Não basta ter a estrutura financeira. Isso ajuda, mas não é tudo.

Por isso, é necessário juntarmos paciência e dedicação ao time profissional em formação. Em menos de uma década, queremos que ele seja constituído, em sua quase totalidade, por atletas revelados no Projeto Cidadão do Futuro.

O Parauapebas Futebol Clube, principalmente quando obtiver acesso à Série A do Campeonato Paraense, estimulando a lotação de estádios com o crescimento paulatino de nossa torcida, passará a ser referencia de nossos jovens, a meta de seus sonhos e objetivos. Porque depois de fazerem sucesso no time profissional da terra, alçarão voos bem mais altos.

O projeto Cidadão do Futuro ensina futebol, mas tem um raio maior de importância ao promover a cidadania das crianças, consolidando a transmissão de valores como a tolerância e o respeito às regras.

Não formar apenas futuros craques, mas permanentes cidadãos.

O Parauapebas Futebol Clube começa a engatinhar, tateando terreno, para, num tempo não muito distante, ser o alicerce dos meninos bons de bola de nossa amada terra.

Dinheiro prá já

Leio no UOL a ministra Dilma Roussef ratificando posição do governo de manter a estrutura de distribuição dos royalties provenientes do Pré-Sal, independente da pressão dos governadores dos estados produtores.

Sobre esse assunto, o governo conta com o apoio de 24 governadores e suas bancadas no Congresso Nacional, já que todos serão beneficiados com a distribuição.

E serão beneficiados agora, sem esperar muitos anos.

Em Brasília, ouvi de um consultor importante diagnóstico relacionado a distribuição dos royalties do petróleo a ser explorada na camada do pré-sal, na costa marítima brasileira. Segundo ele, ao contrário do que se propaga, recursos provenientes da contribuição financeira petrolífera poderão ser perfeitamente antecipados pelos Estados, sem ser preciso aguardar os 10 anos previstos para sua disponibilização.

Para que isso ocorra, explicou, os governadores têm espaço legal para comprometer a receita futura dos royalties, propondo às Assembléias Legislativas aprovação de lei estadual, e, como garantia, colocando no mercado títulos/contratos recebíveis.

Outra opção para efeito de antecipar royalties do Pré-Sal que, em tese, só estarão na boca do caixa daqui a dez anos, é o mecanismo partir diretamente do governo federal através de negociações com os estados, assinando contrato de recebíveis com garantia de quando a extração for feita em 10 anos ou mais.

Na avaliação do consultor especializado na área, em bate papo comigo, essa é uma das principais razões que estão deixando alguns governadores impacientes e, até, nervosos: a possibilidade legal de colocar a mao em, dinheiro, hoje, com a contribuição a futuro do Pré-Sal.

A partir do momento em que o Congresso Nacional aprovar as leis do Pré-Sal, isso já pode ser feito.

domingo, 20 de setembro de 2009

Primeiro jogo em casa

Daqui a pouco, mais precisamente às 17 horas, no Rosenão, o Parauapebas faz seu primeiro jogo em casa, pelo Campeonato Paraense da Segunda Divisão. Enfrentará o Independente/Tucuruí, líder da Chave C com três pontos.

Nessa chave, da qual participa ainda o time dos Gaviões, a matemática é simples: o Parauapebas Futebol Clube se classifica à outra fase caso vença os dois jogos que tem para fazer em casa.

Exorto a nossa comunidade a lotar o Rosenão, torcendo pelo nosso time.

Ainda sobre futebol: li esta manhã entrevista do goleiro Adriano concedida ao jornal O Liberal na qual repercute boas referências do município e do clube que ele defende. Num dos trechos da matéria, diz o goleiro, ao ser perguntado se há diferença entre jogar “num clube que disputa a Segunda Divisão do Campeonato Paraense” e jogar no Remo:

- “Francamente, não há muita diferença. Para falar a verdade, a diferença só existe em termos de torcida e tradição, o que é natural, já que o Remo tem muito mais tempo de história do que o Parauapebas, que está começando agora. Mas em termos de condições de trabalho, eu e meus companheiros de clube não temos do que nos queixar. A estrutura é de clube grande. Temos dois campos, ambos de boa qualidade, para os treinamentos e ainda existe o Rosenão, que é um estádio em boas condições. Fora isso, as condições extracampo são as melhores possíveis. Os jogadores vindos de fora, como é o meu caso, moram em hotel de boa qualidade, com alimentação boa."

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Rodovias em obras

Alvo de críticas da população por acarretar insegurança e desconforto em grande parte de seu trajeto, as rodovias PA-150 e PA-275 estão sendo recuperadas.

De Eldorado a Parauapebas, a PA-275 já teve sua pavimentação asfáltica reconstituída no trecho Eldorado-Curionópolis. Provavelmente, até metade da próxima semana, a estrada esteja com a pista totalmente reformada., ficando apenas para o restante do ano a conclusão das quatro pontes em fase de elevação nos pontos onde antes existiam bueiros de baixa capacidade de evasão das águas pluviais.

A PA-150 começou a ser recuperada também entre Marabá e Goianésia. Até a próxima quarta-feira, a Construfox entregue o trecho de Marabá a Nova Ipixuna. Essa é a mesma construtora que fez excelente trabalho na recuperação completa da PA-263, entre Tucuruí e Goianésia.

Previsão é de que até novembro, os 170 km que separam Marabá de Goianésia sejam totalmente recuperados, com a retirada do asfalto velho e recapeado a ser substituído por tudo novo.

Além disso, realiza-se também a limpeza das laterais o desentupimento dos sistemas de drenagem.

Pela primeira vez, desde quando foi construída recebendo pontes de madeira e gambiarradas, diversas vezes, com vergonhosas camadas de cimento sobre bases incompatíveis, a PA-150 passa a ganhar pontes seguras, no governo Ana Júlia.

Entre Eldorado e Marabá, as onze pontes serão todas reformadas, principalmente o tabuleiro e as defensas, para a maior segurança.

As pontes do Sororó, Cardoso e do Vira Sebo, estão passando por reforma mais completa com novo piso em todo o percurso.

Na PA-275, nos locais onde a chuvas do inverno passado arrancou velhos bueiros, está se construindo pontes seguras e duradouras.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Bom resultado

Pelé, numa entrevista concedida há muito tempo, disse que as partidas mais nervosas que disputava não ocorriam na final de qualquer campeonato. O "frio na barriga" e a ansiedade lhe dominavam excessivamente, e aos seus colegas do Santos, e da seleção brasileira, sempre no primeiro jogo.

Já ouviu outros atletas famosos dizerem a mesma coisa: o primeiro jogo de qualquer campeonato é sempre o mais dificil.

Ao escrever o post abaixo, esta manhã, sobre a estreia do Parauapebas no Campeonato Paraense da Segunda Divisão, imaginava tais dificuldades encaradas pelo nosso time em seu primeiro jogo oficial de sua história.

O zero a zero contra o time dos índios Gaviões foi um bom resultado.

O segundo jogo, em casa, ocorrerá em circunstâncias mais amenas. Tenho certeza.

Depois da correria dessa quarta-feira, em que a cidade recebeu, mais uma vez, carinhosamente a governadora Ana Júlia, passava das 19 horas quando apanhei a estrada e vim a Marabá dar apoio aos nossos jogadores.

Gostei do que vi no Zinho Oliveira.
Já estou no hotél aqui em Marabá, onde pernoito para, cedinho, participar de encontros em Bom Jesus do Tocantins, com meu colega correligionário, Dr. Sidney, prefeito do município.
Boa noite!

Parauapebas, a estreia esperada

O time do Parauapebas estreia, hoje, 16, no Campeonato Paraense da Segunda Divisão, contra a equipe do Kyikategê, formada em sua maioria por atletas da Aldeia Mãe Maria, dos índios Gaviões.

O jogo será no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.

A expectativa é grande e positiva.

Logicamente não tenho a presunção de admitir o nosso representante com experiência suficiente para ser considerado favorito, mas o profissionalismo com que os jogadores e comissão técnica tem se dedicado, na fase preparatória, para a disputa do torneio organizado pela FPF, está em sintonia com o desejo dos torcedores.

Quem puder se deslocar até Marabá para incentivar o nosso time, agradecemos de coração. Os jogadores irão precisar do incentivo aguerrido da comunidade.

Boa sorte, Parauapebas Futebol Clube. A Primeira Divisão é a meta.

Vitória!

Brecaram, sim, a Internet!

Tem muita gente da blogosfera comemorando a suposta liberação da Internet para uso durante a campanha eleitoral sem nenhuma restrição. Há restrições, sim!

Restrições que, pelo menos para mim, acabam com o formidável campo de penetração da comunicação digital em sua essência. Do momento em que se limita o uso de vídeo e áudio na web, e a equipara ao rádio e à TV, para efeito de regras de debates, acabou-se com sua liberdade.

Tudo bem que houveram avanços como permitir o uso, sem restrições, de blog, sites, twitter, MSN, Orkut, etc., mas sem espaço para o debate dos candidatos, é um retrocesso.

Quanto contraste!
O país é um dos mais avançados na expansão e uso da Internet, mas a maioria de seus congressistas está com a cabeça na Idade da Pedra.

Não levaram em consideração o fato de que, até junho deste ano, cerca de 25,5 milhões de internautas residenciais navegaram pela web no Brasil. E considerando acesso à internet no trabalho, lan houses, bibliotecas, por exemplo, o IBOPE projeta a existência de 62,3 milhões de pessoas online.

O Brasil continua na liderança do tempo de navegação por mês, com o tempo de 24 horas e 7 minutos por pessoa, seguido pelo Reino Unido, onde a média é de 23 horas e 3 minutos.

Mas, com tristeza se diga, a maioria de nossos representantes monta em dinossauros e ainda tenta se comunicar como os índios faziam, emitindo sinais de fumaça do alto das colinas.

 
Pauta Cidadã - Assessoria Blog